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Empatia no mundo dos negócios


"Faça aos outros o que gostaria que fizessem à você", já escutamos essa frase muitas vezes em nossas vidas e carreiras e, seguindo-a à risca, nos sentimos generosos e empáticos, mas empatia está bem longe de fazer parte dessa frase egoísta.

 

Num mundo cada vez mais dependente de contato humano e compreensão da realidade alheia, a empatia vem ganhando destaque inclusive no mundo corporativo. Acontece que no profundo significado dessa habilidade mora um complexo e desafiador sistema de relação íntima com o próximo.

A grosso modo a empatia pode ser entendida (mas não rotulada) como a capacidade que o ser humano tem de se colocar no lugar do outro. Nessa definição já há o pressuposto de que nós, seres humanos, somos os detentores dessa habilidade como natural de nossa espécie e, no desafio de conviver em sociedade e tirar proveito da cooperação para o bem comum é que mora a razão de incluir essa habilidade no rol das habilidades do futuro.

A empatia é uma habilidade extremamente focada nas emoções e sentimentos e quando olhamos para um passado não muito distante das relações de trabalho percebemos que o olhar direcionado à normatização e padronização do trabalho negligenciou os resultados que emoções e sentimentos bem canalizados geravam para o mundo dos negócios.

Vivemos num mundo onde a ânsia pelo protagonismo faz de nós propagadores de opiniões e conselhos, muitas vezes inclusive, quando o assunto não nos diz respeito ou não temos informações completas e suficientes para opinar. Mesmo assim estamos sempre prontos a oferecer nossos "sábios" conselhos.

Diante de uma conversa com alguém próximo e com intuito de ajudar, nos esforçamos para entender a situação do próximo e, mesmo diante apenas de uma versão dos fatos, já somos capazes de opinar "ah, eu faria diferente", "se fosse eu teria feito assim" ou "você agiu certo!".

Acontece que entender é rotular!

O grande desafio da empatia é justamente lançar um olhar generoso sobre a outra pessoa e ter a certeza de que você não sabe nada sobre como é estar na situação dele, ou como é viver a vida dele, pois aquilo que se fala em uma conversa à dois é apenas uma pequena parte do envolvimento todo e, muitas vezes, é apenas o ponto de vista de alguém que anseia por afirmação ou desconstrói a verdade para receber uma "autorização moral" para agir da forma como quer agir.

A empatia plena acontece quando enxergamos profundamente a grandeza e complexidade do outro. É entender que não sabemos nada a respeito daquele caso e por isso não podemos opinar ou rotular aquela situação. É o maior grau de aceitação possível. É de fato colocar-se no lugar da outra pessoa e entender que sempre existirão razões e emoções envolvidas numa situação que nós não somos capazes de entender. Logo, a aceitação como ato de amor é a essência dessa nobre habilidade.

Quando paramos de julgar, de medir as pessoas pela nossa régua e, acima de tudo, passamos a aceitar a grandeza dos universos das outras pessoas, passamos a entender melhor as necessidades do próximo, prevemos ações e reações de quem interage conosco, lidamos melhor com os medos e traumas nossos e dos outros e tudo isso gera consequências muito positivas na nossa comunicação, na diminuição dos conflitos interpessoais, na nossa capacidade de motivação e também na liderança que exercemos.

A série Abstract, do Netflix, surpreende ao mostrar que o grande diferencial de um dos maiores fotógrafos do mundo é o exercício da empatia. (Ep. 7 - Platon). E mais do que sucesso nos negócios, a busca incessante pela empatia transforma o âmago das pessoas, gerando consciência coletiva e principalmente uma sociedade mais tolerante e sensata.

Dentre as habilidades do futuro, quem sabe a empatia pode ser vista como a mais profunda e desafiadora habilidade a ser desenvolvida, mas os resultados são visíveis logo nas primeiras atitudes. Cultivar a empatia é um exercício diário e extremamente complexo, mas o desenvolvimento dessa habilidade tem um impacto gigantesco na construção da nossa sociedade como um todo, vale a pena tentar!

Fonte: http://www.administradores.com.br/mobile/artigos/negocios/empatia-no-mundo-dos-negocios/104217/

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